O meu primeiro dia de 2016 foi antigo, mas no sentido de que resolvi ver e ouvir coisas que me remetem ao passado, um ótimo passado, mas passado.
Revirei escritos, livros e fotografias, encontrei coisas que julgava perdidas e ouvi sons que pareciam sair de um túnel do tempo e outros que sempre ouço e que parecem que não envelhecem, mas me dediquei a um grupo sempre faz parte de minha vida - Tarancón. E, como sempre acontece fico alegre e feliz!
Assisti a shows do Tarancón apenas três vezes e em épocas distintas de minha vida, sendo que o último foi no SESC Belenzinho e foi emocionante.
Danço sozinho, canto e me sinto solto e leve!
Exposição preliminar dos princípios gerais de uma ciência ou arte. Introdução geral de uma obra. Prefácio longo.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Menino
Quem cala sobre teu corpo
Consente na tua morte
Talhada a ferro e fogo
Nas profundezas do corte
Que a bala riscou no peito
Quem cala morre contigo
Mais morto que estás agora
Relógio no chão da praça
Batendo, avisando a hora
Que a raiva traçou no tempo
No incêndio repetido
O brilho do teu cabelo
Milton Nascimento e Ronaldo Bastos
https://www.youtube.com/watch?v=JZfO9QCNcUE
O que foi feito deverá
Hoje, 7 de setembro, acredito que devemos refletir sobre o Brasil, sobre o nosso Brasil e o que queremos que ele seja no futuro, mas não podemos de maneira alguma esquecer o passado e, é muito importante não esquecer que vários personagens do passado estão ai a nos assombrar e muitas vezes sem que possamos perceber.
Para uma reflexão musical esta canção de Milton Nascimento e Fernando Brandt na voz de Elis Regina.
O que foi feito amigo
De tudo que a gente sonhou?
O que foi feito da vida?
O que foi do amor?
Quisera encontrar
Aquele verso menino que escrevi
Há tantos anos atrás
Falo assim sem saudade
Falo assim por saber
Se muito vale o já feito
Mais vale o que será
E o que foi feito é preciso conhecer
Para melhor prosseguir
Falo assim sem tristeza
Falo por acreditar
Que é cobrando o que fomos
Que nós iremos crescer
Outros outubros virão
Outras manhãs plenas de sol e de luz
https://www.youtube.com/watch?v=BLAEK2xRoWA
Para uma reflexão musical esta canção de Milton Nascimento e Fernando Brandt na voz de Elis Regina.
O que foi feito amigo
De tudo que a gente sonhou?
O que foi feito da vida?
O que foi do amor?
Quisera encontrar
Aquele verso menino que escrevi
Há tantos anos atrás
Falo assim sem saudade
Falo assim por saber
Se muito vale o já feito
Mais vale o que será
E o que foi feito é preciso conhecer
Para melhor prosseguir
Falo assim sem tristeza
Falo por acreditar
Que é cobrando o que fomos
Que nós iremos crescer
Outros outubros virão
Outras manhãs plenas de sol e de luz
https://www.youtube.com/watch?v=BLAEK2xRoWA
domingo, 23 de agosto de 2015
Canto para as mãos partidas de Victor Jara
Quisera chorar teus dedos dilacerados:
raízes do meu canto subterrâneo.
Quisera chamar-te "hermano"
como a infância dos rios
lava o rosto da terra,
mas minha boca sangrava
um silêncio de canções amordaçadas.
De tuas mãos se dirá um dia:
geravam pássaros de sangue
como as primaveras da lua.
Tuas mãos,
tristes descendentes das canções araucanas,
tuas mãos mortas,
casa de canções decepadas,
tuas mãos rotas,
últimas filhas do vento,
guitarras enterradas sem canto,
sementes de fuzis,
seara de sangue.
Quisera entregar
minhas mãos inúteis
ao cepo dos carrascos.
Poema de Pedro Tierra com data de 2/5/1976 do livro Poemas do Povo da Noite,
1ª edição, abril de 1979.
raízes do meu canto subterrâneo.
Quisera chamar-te "hermano"
como a infância dos rios
lava o rosto da terra,
mas minha boca sangrava
um silêncio de canções amordaçadas.
De tuas mãos se dirá um dia:
geravam pássaros de sangue
como as primaveras da lua.
Tuas mãos,
tristes descendentes das canções araucanas,
tuas mãos mortas,
casa de canções decepadas,
tuas mãos rotas,
últimas filhas do vento,
guitarras enterradas sem canto,
sementes de fuzis,
seara de sangue.
Quisera entregar
minhas mãos inúteis
ao cepo dos carrascos.
Poema de Pedro Tierra com data de 2/5/1976 do livro Poemas do Povo da Noite,
1ª edição, abril de 1979.
sexta-feira, 6 de março de 2015
Grafites em Sampa - uma cidade viva e para ser vivida - parte 2
Em um domingo de sol, uma caminhada de cultura e cores pela Av 23 de maio, um corredor de vida e grafites coloridos e criativos, o que estraga são os veículos automotores de uso individual que são feios e poluidores em todos os sentidos.
A vida pulsando nos muros e embaixo dos viadutos, as cores e as idéias.
Grafites em Sampa - Uma cidade viva e para ser vivida - parte 1
Este mural é na Av 23 de maio bem em frente ao prédio em que moro. Adoro esta vista.
Este ficava (infelizmente já foi apagado) na lateral de um prédio ao lado do que eu moro, bem na esquina. Eu até o cumprimentava todos os dias e todas as noites para espanto de alguns.
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